Era melhor ter falado de espelhos

Primeiramente, gostaria de informar aos leitores, inexistentes, que esse blog é uma extensão do Before the Beginning, embora seja inútil clicar, atualmente, porque a hospedagem de tal site encontra-se com problemas de crédito. Com a inadimplência deste senhorio que vos escreve, o blog foi posto abaixo. Como minha vontade de escrever besteiras urge no momento, tomei a decisão mais ao alcance: criei um blog grátis no WordPress.

É assim que a vida funciona, às vezes. Não queremos ir ao outro lado da rua e pagar módicos cinco reais por um serviço de hospedagem. Assim como não queremos fazer sexo ou simplesmente viver. E, nós, constantemente usamos de desculpas para simplesmente fazer o que queremos, ou melhor, não fazer.

A minha desculpa, atualmente, é a chuva. E o fato de que são três e vinte da manhã. O banco, além de fechado, só processaria meu depósito amanhã. O que é uma droga.

Mas não é sobre isso que gostaria de dissertar, embora o verbo não seja, por conceito, correto, caralho, vocês entenderam o recado. O fato é que, nos últimos tempos, estive mal com um punhado de situações, er… desagradáveis. E durante esse período senti, de modo quase constante, uma irritação no estômago, uma espécie de enjoo, azia.

Novamente, como o que ela é, a literatura vem imitando a vida e eu me lembrei do Orgulho e Preconceito e Zumbis. Não, eu não li o original da Austen. Não, eu não acho que os zumbis tenham sido uma adição positiva (isso não é uma redundância). É possível notar, sem nunca ter lido o original, as partes somadas ou modificadas. No entanto, não é um review.

Acredito que se trata de um elemento do livro da Jane Austen, mas, se não for, isso não é o mais importante. Uma das personagens tem uma relação estranha com o bacio da privada e momentos de angústia e mal estar psicológico. A moça põe suas refeições para fora em via oral quando as coisas não vão muito bem. Essa relação com o mal estar estomacal, embora não chegue a ser tão extrema, acontece comigo.

Provavelmente Freud tem uma explicação plausível, envolvendo a tensão sexual e a relação entre o complexo de frustração com o desmamar, portanto, a aversão ao próprio alimento causa uma tentativa de liberação do Id na forma de ânsia e azia, BRINCADEIRA PSICÓLOGOS, e alguma tia sua vai falar que isso é encosto. Caramba, eu não quero chegar às vias de fato (eu tive que googlar o termo e, mesmo após a pesquisa, não tenho certeza se ele cabe à situação). Então, vou reescrever: eu não quero factóides, eu quero explorar a questão, sem pontuar respostas finais, como eu SEMPRE faço quando escrevo esse tipo de texto.

Estar com azia é um sintoma excessivamente ruim para mim. Tenho medo de que, se contivesse HIV, eu tomaria Eno sem muito pestanejo, caso precisasse aliviar minha azia. Acho que aquele medicamento é o mais próximo que eu posso chegar de um orgasmo estomacal. Céus. O que eu estou escrevendo?

O mal estar é, no meu caso, em partes psicológico. Isso porque eu meio que não me importei tanto para com minha alimentação nesses dias de depressão profunda (calma, o Entei no meu perfil do Facebook mostra que está tudo bem agora). Mesmo assim, já aconteceu outras vezes. Uma vozinha na minha cabeça está me xingando nesse momento. Isso porque eu estou abandonando o invólucro do cientifismo e, parecendo uma tia velha, falando sem nenhuma propriedade sobre um fenômeno facilmente explicável (por alguém que o entenda). Então, vamos ser todos tias e passar a ler as mãos de todos.

O único fato dessa história toda, é que é realmente interessante acompanhar a relação entre o físico e o emocional (embora eu discorde dessa segregação, justamente pelo que a antecedeu na frase). Acho que era melhor eu ter falado de espelhos.

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