Mais curto, impossível

José Saramago usa a clássica alegoria de Platão no romance A Caverna. Entretanto, a abordagem de Saramago é mercadológica, uma vez que usa a metáfora da caverna como sendo um grande centro comercial. Esse, simboliza o capitalismo globalizado que oferece todas as comodidades possíveis, ao o custo da liberdade. No entanto, esse aprisionamento, para alguns, é voluntário, diferente do mito de Platão. Dessa maneira, a obra de Saramago ecoa na realidade brasileira, uma vez que a sociedade se mostra aprisionada voluntariamente. Todavia, não apenas os benefícios pela globalização e suas tecnologias, potencializados pela mídia, são fatores de alienação. Isso pois a educação não é tão eficiente. Assim, a sociedade, deslumbrada com aquilo que é prometido pelo sistema econômico, mas sem senso crítico, perde a distinção entre ideia e produto. Portanto, o maior problema não é apenas a massificação das ideias, mas o fato de essa massificação ter sido vendida.

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