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Rápido comentário sobre oito livros

THE NAKED LADY WHO STOOD ON HER HEAD
Garry Small, Gigi Vogan

O livro dispõe (numa interessante ordem cronológica) casos psiquiátricos errr… excêntricos e curiosos. A linguagem é simples e precisa. Há elementos claramente maquiados ou mesmo criados, para tornar as histórias mais atraentes, mas isso não tira o mérito do livro. É uma leitura interessante. Um livro leve, sem ser leviano. Diferente de outros
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O CONCORRENTE
Stephen King

O livro é muito rápido. Não sei se tem outra maneira de ler sem sair devorando as páginas. A narrativa é empolgante e tem uma cena de intestinos de fora em um avião. O thrill já fica claro na forma como os capítulos são dispostos, como em um countdown. Eu já comentei uma cena de intestinos de fora?
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A DANÇA DA MORTE
Stephen King

Puta que livro foda. Depois da Torre eu não pensava que iria experimentar a sensação (incrível) de ler uma narrativa épica tão cedo. Sem chatices de definições literais. É um livro enorme, com personagens incríveis. A atenção dada às múltiplas tramas, às situações, a tudo, faz com que você termine o livro, depois de já acostumado a viver, por tabela, o caos pós-apocalíptico retratado e pense: e agora? Como eu vou viver? Ou te faça desejar uma pandemia 99% letal. Provavelmente a última opção.
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EVERYTHING’S EVENTUAL
Stephen King

São 14 contos (uns algo mais que contos). O primeiro, quase um revival da morte do Rodrigo Santoro no Lost, é desconcertante. Seguido pela figura sempre oportuna de Satã e um pobre menino. O terceiro é um dos mais densos. Curiosamente nesse conto tem uma incrível menção às frases de banheiro. Os próximos dois contos têm “Death” no título original. Ambos interessantíssimos, embora eu prefira o primeiro. E agora dois que merecem uma pausa.

The Little Sisters of Eluria é um spin-off da Torre Negra que sei lá como eu ainda não tinha lido. Não vai fazer tanto sentido se você não conhece a série, mas puta merda, que narrativa incrível. Eu soube que tem uma HQ contendo essa história e sinceramente eu mal posso esperar para ler. Everything’s Eventual dá nome ao livro por um motivo simples: é muito foda. A ideia é genial e parte do prazer está em descobrir aos poucos algo que eu antecipei, mas poderia ser imaginado na primeira página: o conto é foda demais.

Após esse conto, um que é pouco menos jawdropping. Mas o livro retoma o fôlego e os 6 últimos textos são absolutamente incríveis. Para um comentário rápido, está ficando prolixo demais. Leia.
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MADAME BOVARY
Gustave Flaubert

Outro livro que eu não sei onde eu tava com a cabeça por ainda não ter lido. A narrativa se enrola um pouquinho em um ou outro trecho, mas basta ter frequentado o ensino médio para lembrar o porquê. A história é interessante e reúne todos os elementos para fazer um bom livro. Traição, romance e uma cirurgia em um cara com o pé torto. E é claro que a cirurgia dá errado.
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O RETRATO DE DORIAN GRAY
Oscar Wilde

Esse livro tem um ritmo mais interessante que o Madame Bovary e personagens mais densos. O apelo filosófico do texto é incrível, tanto no seu tema principal, como através, principalmente, de Lord Henry e seus paradoxos. A ideia do retrato poderia ter sido uma ideia do Stephen King, porque, vamos combinar, ela é bem assustadora. Um daqueles livros que dispensa o meu comentário de recomendação.
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TEMPO DAS FRUTAS
Nélida Piñon

Se enquanto eu escrevo esse texto essa senhora não bater as botas, gostaria de deixar claro que considero ela um dos melhores contistas(?)/cronistas(?)/cadê os acadêmicos de letras(?) vivos. Essa mulher foi a escritora que melhor conseguiu executar uma das funções iniciais da poesia: a expressão de emoções. É uma leitura muito densa. Você sente que ela está brincando com você através das palavras. Por quê? Porque ela pode. Ah, vale lembrar também a imagética forte, a recorrente visão feminina (será que ela é a nova Clarice? Vamos citar Nélida Piñon no Facebook) e a universalidade dos textos. É isso.
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ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Aldous Huxley

Hoje é o dia dos livros-que-eu-já-deveria-ter-lido-há-muito-tempo-e-não-sei-por-que-só-fui-ler-agora. Com esse eu fechei a tríade distópica (os outros são 1984 e Laranjinha do Burgess). Claro que tem outros livros mas eu entendo por que o pessoal agrupou esses três. Eles são como três flechas que saem do mesmo ponto mas tomam rumos distintos. Orwell e Huxley são mais estruturais, debatem os aspectos do funcionamento da sociedade em suas distopias. Burgess mostra um lado mais individual, psicológico e social. Mantêm, sim, pontos comuns, como a preocupação linguística.

Mas enfim. Falando especificadamente de Admirável, a narrativa tem fluidez e empolga. A reserva dos selvagens, o soma, o entretenimento pago e, principalmente, o sistema de castas temperado com conhecimento biológico são aspectos que diferem o livro de Huxley das outras distopias.
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gifcertoVocê depois de ler esses maravilhosos livros

Um post que você vai ter que ler. Porque é sobre você.

Eu sou mesmo muito engraçadinho. O sujeito que atende pela alcunha de Magno Luiz Reichert (e que poderia ter se chamado Jonas) é uma das pessoas do meu círculo de amizades que eu mais tento fazer ler esse blog. Mas ele tem suas razões para não fazer isso. Uma delas, a mais plausível depois do League of Legends, é que talvez muito do que eu escreva aqui já foi discutido com ele. Mas acho que você estava certo sobre o egoísmo. E talvez a melhor forma de trazer você para cá, é trazer o assunto até a coisa mais próxima a você. Você.

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Eu e o Magno jogando algo no estilo do Jogo da Vida no Senai

A verdade é que na última vez que saímos, eu estava no carro com o Luiz e com o Marcelo e olhei para o Logan (prata? Não confio na minha capacidade de definir cor de carros) na nossa frente e eu não conseguia entender que era você dirigindo aquela porra. É idiota, mas foi uma epifania que me atingiu bem forte. É o Magno-da-espuma-de-boné que está dirigindo um pedaço de metal pesando 1025kg com rodas? É o Rapper Joe conduzindo um veículo capaz de atropelamento massivo? É o Majin Boo, Rocombole? Você sabe que a lista é grande…

Porque a percepção do tempo é aquela coisa bizarra. É verdade que a gente notou muita coisa que aconteceu enquanto crescíamos juntos. Mas mesmo as mudanças físicas e mentais mais severas, ou qualquer coisa, foram mais efetivas do que escutar você arranhando a marcha na Marquês de Olinda.

Serginho Groisman5750

Serginho Groisman aprova esse post

Eu não tenho como saber o que vai acontecer num futuro próximo. A verdade é que, graças a jesus, tomamos caminhos diferentes (imagina a gente estudando em Vancouver agora adsusaduhasdhu). E não tem como dizer se nós vamos estar presentes no momento das respectivas mortes (embora eu tenho quase certeza de que apenas um de nós conseguiria isso).

Porque, veja bem, os últimos churrascos (é engraçado que essa nomenclatura na maior parte das vezes era equivocada né) tiveram um feeling nostálgico. Cedo ou tarde caíamos no assunto “passado” e era um suplício para sair dele. E você não sabe como é tentador começar a enumerar as piadas internas, as situações e tudo mais. Eu mesmo já fiz isso através do texto. Mas você reclamou que eles eram muito longos, né. Vamos lá.

VFS-Logo

Vancouver Film School. UHDSAUHDSAUHSDAUHSDAUHDASUHSDA

O objetivo do texto era dizer que, porra, eu fiquei orgulhoso para caralho de te ver dirigindo. E dar o braço a torcer de vez em relação àquela discussão ferrenha que a gente teve uns anos atrás sobre o egoísmo humano. Porque ele explica de certa forma esse orgulho que eu sinto. Eu vejo em você um reflexo da mudança que eu mesmo sofri nos últimos anos. E gosto da ideia de ter sido parcialmente responsável pela sua, ou qualquer coisa que o valha.

Não é apenas dirigir, que francamente não significa tanto para mim, mas foi a ideia atribuída a isso. É uma carga que inclui você estar fazendo um curso que te satisfaz na universidade (e daí eu vou lá e mando mensagem “O Magno tá pirando falando sobre planos” uhdashuasduhsda. Eu estava interessado, okay, só achei engraçada sua empolgação. E fiquei feliz por isso). Inclui você ter amadurecido. Em breve você vai morar sozinho e se você fritar bifes com tomate na chapa todo dia, dificilmente vai passar fome.

Mano, não esqueça as coisas que a psicóloga te disse (e que eu já esqueci) naquele seu teste vocacional. Não perca essa porra de curiosidade, não perca a vontade de questionar as coisas, não perca coisas pelo caminho. Eu sei que o final dessa quest da vida é uma bosta. A melhor metáfora que eu consigo pensar é que ela é como um supermercado cheio de coisas fodas. Você pega uma cestinha, mas tem tanta coisa incrível que resolve pegar um carrinho. Porra, depois de encher quatro carrinhos você chega ao caixa e ele te diz que não aceita cartão. Você só tinha cartão. E daí o caixa te dá um tiro, claro.

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Uma outra metáfora para a vida

Mas a verdade é que mesmo sem um propósito egoístico, pode acontecer de você encontrar uma pessoa aleatória no mercado (tipo eu). E trocar os bagulhos de dentro do carrinho comigo. E quem sabe eu tenha um filho e pegue o boné de espuma (que troquei com você no corredor dos Assuntos Metafísicos – um corredor que achamos bem idiota – no supermercado Life) e troque com mais outras pessoas. Eventualmente alguém faça desse boné algo que voltará às prateleiras do supermercado. É a coisa mais sensata, em termos de propósito, que eu enxergo na vida. E a maneira mais fácil de causar esse efeito é manter suas cestas sempre cheias. Apesar de eu sugerir você evitar o corredor de Assuntos Metafísicos, interaja com as pessoas das filas do caixa e do açougue, porque isso também ajuda no único propósito maior que eu enxergo para a vida.

HandshakeInTheStreetMagno depois de muitos anos se tornou um profissional de sucesso. Mas ele ainda ama encontrar pessoas na rua.

Sei que isso não é problema para você. Mas espero que dê tudo certo aí na sua jornada pelo supermercado. Que você construa prédios verticalmente estáveis. Que você cuide da sua saúde (mental, ainda mais se você eventualmente me pagar por isso). Que você sempre tenha dinheiro suficiente (de preferência mais que isso). Quando eu vim para Joinville eu era aquela coisa assustadoramente medonha que você conheceu. E parte grande de quem eu sou hoje (para bem ou ruim) é sua culpa. Como é bom se livrar dela.

E isso vale mais do que nossa principal divergência (sobre se música eletrônica é música ou não – asuhdusdahudsh, você sabe que é brincadeira).

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O pessoal que frequenta o corredor de Assuntos Metafísicos é meio esquisito

Sobre educação

Vendo esse vídeo, o tema me surgiu e pareceu bastante oportuno. Porque, vamos ao choque de realidade: eu estudo desde 1998. Seria natural supor que, de todos os assuntos possíveis, esse era um dos que eu mais profundamente poderia discutir. Mas… não. Eu me sinto mais confortável em dissertar sobre a coleção do Pequeno Vampiro à qual eu dediquei, vamos supor, uma dúzia de horas da minha vida em comparação as quase cinco horas diárias desde a invenção do Google que eu dediquei à educação.

Educação de quem, exatamente? Educação de quê?

Eu passei no vestibular, o que me garante estudar, no mínimo, até 2019. Mas seria, como observa o senhor Izzy Nobre no vídeo citado, o vestibular o “diploma” que justificaria os quinze anos que passei estudando? Inicialmente, eu não pude deixar de assistir ao vídeo segurando uma vontade irreprimível de discordar. De dar coro aos professores que justificam as “matérias inúteis” como desenvolvedoras de habilidades que, essas sim, seriam “úteis”.

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Essa é a tia Doroteia, uma vampira sanguinolenta. Mas poderia ser sua professora do primário. Viu como a escola é do mal?

Pode parecer um conceito raso, o da simples utilidade, mas, novamente citando o vídeo – que é bem provável que você não tenha assistido -, nós vamos morrer véio. Nós já temos a internet para gastar nosso tempo com inutilidades. Que na educação, ao menos, as coisas sejam mais proveitosas. Ou que usemos a internet tanto para inutilidades quanto para utilidades.

É verdade, não é possível que aprender matemática – das operações básicas à forma trigonométrica de um número complexo – não tenham sido nem um pouco úteis. Ou talvez eu me recuse a acreditar que dediquei tanto tempo a algo que não fez por mim o mesmo que eu fiz por ela. Eu gostaria de ser pago cada vez que eu penso que as tentativas de definir – e, pior, quantificar – inteligência foram bastante bizarras.

Eu conheço várias pessoas brilhantes que simplesmente não se dão bem com a forma com a qual se mede a inteligência atualmente. Não é possível que alguém realmente acredite que toda a capacidade intelectual de alguém está no assinalar correto de uma questão num vestibular. Ou de oitenta delas.

vestibular-1A. B. Nogueira enquanto presta vestibular para Administração. Ela queria mesmo era fazer Engenharia de Tirolesas. “A inteligência de 200 mil anos de evolução como Homo sapiens sendo aferida em Múltipla Escolha. Vocês tão fazendo isso certo”, ela comenta ao final da prova.

Isso indica que, surpresa, a pessoa é boa ou ruim na resolução daquela prova, em específico. É contraditório que o formato da educação exija que a pessoa seja simultaneamente boa em matemática, biologia, português – áreas tão diferentes do conhecimento – e tenha um único método de aferir essas competências. Calma, que eu estou escutando alguém reclamar sobre provas discursivas, redação, blá blá blá.

Nenhum vestibular ou prova vai contemplar – jamais – a totalidade de estudantes que a eles se submetem. Será, no máximo, efetivo para os que forem aprovados e, às vezes, nem isso. É risível pensar na quantidade de gente que passou no vestibular por sorte. O problema é que as pessoas passam a vida inteira buscando reiterar sua individualidade quando uma coisa mais importantes passa por uma ditadura da coletividade.

Eu não acho que o caminho apontado pelo Izzy Nobre seja ruim (ele sugere algo mais aos moldes da educação estadunidense – onde o estudante, já no high school, entra em contato com matérias optativas “mais úteis”). Mas ainda assim soa como uma solução parcial. Afinal, como definir as matérias oferecidas? Será que contemplaríamos justamente todas as possibilidades?

Para mim, falta uma certa autonomia. Eu sou suspeito para falar sobre isso. Porque a ideia de homeschooling sempre me atraiu. E eu acho que essa é a forma perfeita de fornecer uma educação que, em vez de limitar ou restringir potenciais em nome de um currículo uniforme, os magnifique. O MEC exige uma formação a nível de ensino médio para a Educação Infantil (creches e pré-escolas). E Pedagogia ou licenciaturas para o Fundamental e Médio.

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Os invejosos dirão que é fake.

Ou seja, a maioria dos pais poderia pelo menos nos primeiros anos atuar como educadores. E melhor: sendo, além de professores, pais (dã), eles poderiam determinar, em conjunto com a criança, os próximos passos da própria formação. Há diversas possibilidades. Como a utilização de conteúdo digital, como o projeto CrashCourse dos irmãos Hank e John Green ou a Khan Academy.

Apenas para citar outros projetos, vsauce, SciShow, minutephysics, asapSCIENCE, TED, CGPGrey, periodicvideos, SmarterEveryDay, minuteearth. E isso apenas dentro do espectro que reúne as matérias “tradicionais” (biologia, química, física, geografia, história, literatura). O YouTube permite, por exemplo, contato com uma infinidade de outros campos. Apenas citando, o incrível canal thebrainscoop (que fala sobre taxidermia, biologia, museus e muitos, frise muitos, animais mortos ) ou o indymogul que tangencia diversos aspectos da produção cinematográfica.

São uma parte, na verdade, da imensa quantidade de conteúdo disponível na internet. Eles compartilham algumas coisas em comum. Primeiro, todos utilizam uma didática audiovisual que muitas vezes excede a capacidade de qualquer professor ordinário (no sentido exato da palavra). Segundo, todos estão em inglês. Com algumas exceções, em que há alguma legenda disponível, a maioria impõe uma barreira linguística.

Mas a ideia aqui é básica. Se você tem indivíduos bilíngues (e o devido incentivo), você consegue tornar o conteúdo mais acessível. Tome esse exemplo. Não tem como se atribuir um peso menor para a importância de aprender o inglês. Mas isso não ocorreu na minha vida estudantil. Estudei até o primeiro ano do ensino médio em uma escola pública, que foi uma sucessão de professores despreparados e relapsos, falta de foco e lições que pareciam tão conectadas com o mundo real quanto o socialismo utópico.

Na escola particular, a realidade não foi tão diferente. Se aprende inglês de maneira tão fragmentada (muitas vezes, simplesmente omitindo o listening por completo) que me dá até ânsia. A maior parte do que aprendi, fiz sozinho. E não é difícil. O meu eu infanto-juvenil acabou se guiando e aprendendo. Imagine o que não pode ser feito com a devida orientação.

A licenciatura como existe está errada. Ao se isolar numa universidade o professor perde contato com a realidade e raramente vai conseguir voltar. Depois, é obrigado a se sujeitar à matriz curricular definida pelo MEC e, bem, vocês sabem o final da história. Essa figura ainda é necessária, porque não adianta você adquirir um otimismo empolgado com a revolução educacional pela internet sendo que o mundo ainda continuará com os vestibulares.

Mas se você, num futuro próximo, planeja aumentar a população mundial, pense carinhosamente em participar mais da educação da sua prole. Descubra, com eles, quais são suas habilidades, defeitos, vontades. Tente, ao máximo, reverter o processo de enjaulamento e seleção de “habilidades ideais” que recebe o nome de educação formal. Se for surrar seu filho, deixe a cinta de lado e bata nele com exemplares da literatura universal. Okay, talvez é melhor não. Ninguém quer que seu filho fique com trauma de Shakespeare.

Eu pretendo ter meios financeiros, judiciais e de tempo para, caso eu tenha filhos, educá-los em casa. Eu sei das dificuldades a que eles – e eu – estaremos sujeitos, mas acho que valerá a pena. E para quem acha que o convívio social ao qual se é forçado quando educado em uma escola tradicional é imprescindível: ministrarei, eu mesmo, aulas de “Como As Pessoas Costumam Ser Bastante Escrotas e Esse é o Comportamento Padrão, Então Se Acostumem”.

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Professor titular das aulas práticas de “Como As Pessoas Costumam Ser Bastante Escrotas e Esse é o Comportamento Padrão, Então Se Acostumem”

Sei que abordei um pouco levianamente o assunto, então, por favor, deixem comentários que eu retomarei o tópico. Mas eu estou tendo uma crise de rinite e tá difícil viver no momento.

Viva o Google Trends

Os filósofos gregos que me perdoem, mas eles não se adaptariam a nossa era. Eles floresceram porque foram, de certa forma, pioneiros. Mesmo que não tenham sido os primeiros de fato, foram os que deixaram um certo registro que foi sobrevivendo – e sendo alterado – através dos séculos. Admitamos que Sócrates não teria chances em um mundo com sete bilhões de pessoas, no qual tudo parece ter sido dito e a chance de parecer original é quase nula.

Aristóteles não aguentaria a morte do conhecimento individual. Hoje nosso comportamento é massivo. As ideias não são mais pessoais e individualizadas. É como se tivéssemos uma população dividida, como em um gráfico de pizza. Você com certeza pode ser encaixado em um dos setores desse gráfico. E terá amiguinhos para compartilhar suas ideias.

Pitágoras encontraria os amiguinhos dele em uma comunidade de “Eu odeio feijão” no Orkut, mas teria dificuldade em ser publicado. É provável que o ócio dos gregos recebesse outro adjetivo pátrio. E honestamente? A morte do indivíduo é um fenômeno interessantíssimo. E devo agradecer ao ócio grego por me permitir enxergar isso.

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Imagine mentalmente a música do Harlem Shake tocando enquanto você assiste ao GIF. Ele é uma metáfora para a pergunta “Seria Sócrates um pré-socrático?”

Todo esse papo de filósofos queria chegar a dois pontos principais. Estar sem ter o que fazer é ótimo. Agradeço aos gregos por isso. E a coletividade e a massificação acabam por serem um ótimo objeto de estudo. Essas duas coisas – ócio e estudo de massa – se combinam no Google Trends. E eu agradeço ao Magno por isso.

O Trends, para quem não sabe, pega o registro de buscas no Google para fornecer dados e curiosidades estatísticas. E ele nos permite demonstrar perfeitamente esse comportamento massivo e esquisito de uma humanidade de sete bilhões de pessoas. Okay. Tudo bem. O Trends é um simulacro da humanidade de sete bilhões de pessoas, pois acaba reunindo informações de uma parcela com acesso à internet. Mas a maioria de nós não costuma ser muito preocupado com o pessoal que não tem acesso à internet, né?

O site nos mostra desde coisas banais e previsíveis, como a evolução das buscas por gripe suína após o surto midiático, a outras, no mínimo, curiosas. Por exemplo, o interesse sobre queimadura com limões tem records periódicos que coincidem com as férias. Ou que o estado que mais procura por “esperança” é a Paraíba. Também indicam coisas bonitas. Como a busca em diferir “mais de mas”, com um interesse crescente que chega a dar emoção.

Em maio de 2009 aconteceu alguma coisa bem interessante. Foi atingido o pico de buscas por “como fazer sexo”. Espero que as pessoas tenham descoberto. Ainda no ramo do conhecimento, mas não sexual, fico feliz que as procuras por “asterístico” tenham diminuído. Mas nem tudo são flores. As buscas por viajem estão aumentando. A sorte é que o Google tem aquela maneira toda delicada de dizer que você é analfabeto.

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“Você quis dizer:” – o Google faz parecer que ser burro foi algo acidental.

Eu podia procurar sobre coisas que realmente fariam alguma diferença. Acho que seria o que um filósofo grego faria. Mas a tentação de procurar quais são as tendências sobre bafo de cebola, sorvete de milho, ou por que diabos esse crescimento súbito para “perdi as chaves”?! É verdade que a precisão do Google Trends é bastante questionável principalmente porque ele depende de um certo volume de pesquisas.

Mas é um exercício divertido. Olhar as pesquisas relacionadas ao termo “as gata”. E se você não sabe as datas do alistamento militar, basta dar uma olhada no Google Trends. Parece que o 2 é o mais popular dos cinco primeiros números. E você achando que ser o primeiro era o mais importante. A verdade é que esse post não queria mostrar uma verdade chocante (se é que algum outro post quis), mas apenas apresentar uma ferramenta que pode ser útil para vencer o tédio.

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Um pesadelo recorrente do Pitágoras…

Quando você não tiver nada melhor para fazer. Dê uma chance ao Google Trends. Tem uma mosca atrapalhando minha concentração. Vou procurar no Google o que devo fazer. Eu não consigo deixar de imaginar o que os filósofos gregos pesquisariam no Google Trends. Talvez Pitágoras seja o mais simples de imaginar. Ele provavelmente procuraria por feijão. E evitaria os lugares que têm muitas buscas sobre o assunto.

E mesmo que as minhas buscas no Trends façam nossa coletividade parecer um pouco idiota e embasbacada. Eu tenho certo orgulho por saber que o interesse em descobrir “o que é o amor” está crescente. Ou que as pessoas se preocupam com os piolhos de maneira quase constante desde 2004. Ainda há fé na humanidade. Quer dizer… ainda há fé na humanidade?

Reclamaram que os posts são longos demais

Essa foi a justificativa para não lerem essa maldição. Por isso, extremamente rápido, algumas coisas que mudarão sua vida (quase um livro de autoajuda, só que sem a parte de escrever verdades universalmente conhecidas sob uma roupagem aparentemente nova para tirar o dinheiro de mulheres e homens de meia idade):

1. Faça brainstorm
Sempre temos tempo livre. E uma boa maneira de preencher essas lacunas de atividade cerebral é com brainstorms. Isso porque eles funcionam de maneira muito semelhante a como nosso próprio cérebro funciona. Um computador, por exemplo, segue uma cadeia muito restrita de ordens. Por isso se fala em programação. Já o nosso cérebro se baseia em uma estrutura completamente não linear. O brainstorm é uma oportunidade de por isso no papel e encontrar situações ou ideias perdidas nesse emaranhado. E se você não sabe com certeza o que é um brainstorm, espere pela segunda dica.

2. Use o Google
Dá agonia ver pessoas com preguiça de usar o Google. Sério. A pessoa se dá ao luxo de possuir acesso instantâneo à informação e ignora isso completamente. Imagine o que Aristóteles teria feito com o Google. Não há a mínima justificativa para deixar de procurar algo no Google. Com uma simples busca você é capaz de descobrir, resumidamente, conceitos filosóficos complexos, teorias e toda uma sorte de coisas. Procure o que significa zeitgeist (a palavra) ou quem foi Terence McKenna ou o que é o amor.

Todos sabemosTodos sabemos o que Aristóteles faria com o Google…

3. Escreva
Não é falta de confiança no teu aparato cerebral, não é mania esquizofrênica. É apenas útil. Escreva no box do banheiro, enquanto toma banho, ou, na ausência de vidros embaçados, use a unha para marcar seu pulso. As ideias são inúteis até atravessarem a barreira que as separa da vida real. Isso é feito, pasmém, pela escrita. (Em um sentido mais amplo, é a linguagem, mas é a escrita aquela capaz de deixar a ideia preservada).

É isso.

Enfim, um feedback

Há alguns dias tive a modesta e brilhantemente incrível ideia de pedir aos meus lindos amigos que enviassem sugestões de assuntos aleatórios por meio de um formulário. Bem. Confesso que, a princípio, a ideia não tinha aplicação prática, e nem teria, mas recebi tantas coisas… hmmm… curiosas… e… indescritíveis que ignorá-las seria um desperdício.

Então, vamos lá.

MÚSICA

1. beatles é bom ou nao afinal
Por enquanto, sim. Escutei Sgt. Pepper’s, Yellow Submarine e Help. Confesso que achei os dois primeiros assustadoramente incríveis e o último é muito bom. Então… é bom sim. Quando eu escutar o Abbey Road atualizo essa resposta.

2. Blues ou Jazz?
Blues.

3.  Oh if i catch you
Uma ótima tradução.

4. Indução de padrões compornamentais através da música
Há diversos estudos que sobre esse ponto, como por exemplo algumas plantas que murcharam ouvindo rock. Portanto, reduza a exposição da sua alma a esse terrível mal. Por fim, há aquela polêmica dos sons bineurais (iDoser, ou outro nome para sua banda de sky eletrohouse melódico da Nova Zelândia) e sua suposta capacidade de alterar a frequência do cérebro. Minha resposta final: quem sabe?

O que eu mais gosto na pergunta é o “indução de padrões comportamentais”

5. Aprender a girar baquetas nos dedos
Primeiro passo para virar um baterista. Antes mesmo de ter uma bateria é preciso dominar esse malabarismo. Só não faça igual ao Will Ferrell Chad Smith, por favor.

6. Guitarra ao contrário
Algo maravilhosamente belo e que me lembra de Braid.

7. Tocar Piano (acho foda)
Comprei um teclado usado, aprendi uns acordes e desisti. É preciso ter empenho ou uma tia velha, que te obrigue a praticar para amenizar a tristeza da menopausa dela. Únicos dois caminhos para conseguir ser bem sucedido no aprendizado. Vocês sabem que eu não possuo nenhum.

8. Johnny Cash X Arctic Monkeys
Hmmm… Esse cristão me enviou apenas duelos. (O último merece um destaque especial: “ônibus x pássaros”). Como não tenho exatamente parâmetros para julgar, vou pegar as duas primeiras músicas que achar de cada um dos cantores. Peguei “Hurt” do Cash e “Leave Before the Lights Come On”. Os dois artistas não parecem exatamente comparáveis, mas ambos são muito legais. Preferencialmente, escutaria Johnny Cash. A outra banda é meio animada demais. (Se você, que mandou isso, ou qualquer pessoa, tiver sugestões de músicas melhores dessas bandas, para uma nova resposta, envie uma sugestão para o Banco de Dados).

9. Música x Sexo
Sexo com música.

10. Voce aprenderia a tocar xilofone por alguma razão?
Eu aprenderia qualquer instrumento musical, se tivesse tempo e recursos para isso, por uma única razão:

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A ÚNICA coisa que pode fazer uma mulher se apaixonar instantaneamente por você

11. Tenori-on faz uma música. inteira
Na teoria das teorias, qualquer instrumento faz uma música inteira. Mas esse sintetizador(?), só usei o Google Imagens, provavelmente consegue fazer isso de modo muitíssimo mais interessante.

OPINIÃO

1. oq voce pensa sobre cotas de negros
A cota racial é problemática porque acaba segregando ainda mais e não incluindo. A cota socioeconômica seria uma solução muito mais sensata. Até porque, como você vai “provar em uma entrevista que possuí características fenotípicas pertencentes ao grupo afrodescendente”? Isso é extremamente subjetivo e, no mínimo, esquisito.

2. O novo codigo florestal brasiliero. Avanco ou Retrocesso?
Avanço… em direção à mata ciliar.

3. Corrupção nos altos cargos da sociedade e descaso com os menos favorecidos
Entendam: a corrupção está em todos os níveis da sociedade. Desde os altos cargos até esses “menos favorecidos” que foram citados. Sim, eu me refiro àquela vez que você estacionou, na vaga de deficientes, “só para ir ali rapidinho”. O problema é que temos um “jeitinho brasileiro” de tolerar quando a pimenta não é jogada em nossos olhos. E estranhamente uma memória curta demais para se lembrar de quando ela foi efetivamente jogada em nós.

4. Medo do papai noel, medo de escuro, medo da morte
O único realmente justificável é o primeiro. Um velho que se veste em trajes esquisitos, ostenta uma barba de gosto duvidoso, segura crianças no colo e as enche de brinquedinhos. No mínimo, é um medo totalmente justificável. A descrição da Wikipédia já mostra o problema com o “homem rechonchudo, alegre e de barba branca”. A menos que você esteja no escuro com um homem fantasiado de Papai Noel que está portando um canivete. Aí a coisa complica.

5. O que você acha sobre a cultura romana de ser assistido pelos empregados durante o ato sexual?
Voyeurismo por parte dos empregados e exibicionismo por parte dos casais. Acho tão emocionante esses finais felizes para gente que tem parafilias.

6. Babosa: Funciona, ou não?
Só o Irmão Luciano pode nos dizer.

7. o que você pensa sobre pessoas que usam a religião para se nortear na vida?
Acho que elas estão preenchendo lacunas com algo insustentável, ou, ao menos insustentável para mim. O problema é que eles não se preocupam, de modo geral, em preencher as apenas suas lacunas, eles costumam querer preencher a dos outros. Tal qual acontece com a vida sexual das pessoas, sem consentimento é estupro. No caso. Bem. Melhor não continuar, acho.

8. DIREITA X ESQUERDA
A direita tem cheiro de conformismo, a esquerda tem cheiro de utopia, fingem ser opostas, mas as duas são falácias. É simples, o tempo do monopartidarismo acabou. Porque percebeu-se que é mais fácil tornar todos os partidos iguais, do que impôr um modo de governo. Assim, o João da microempresa acha que está mudando o mundo votando no Serra e o José do setor de segurança no trabalho acha que está mudando o mundo votando no Lula. Quando a única diferença entre os dois é, obviamente, o vampirismo.

9. Religião
Mas vocês gostam da minha opinião sobre isso, né?
Eu já me incomodei muito mais do que me preocupo hoje. Não é algo benéfico. Isso, para mim, claro está, porque a religião insiste em sair do espectro do privado. Porém, a única coisa que me causa vontade de lutar contra é quando eu vejo situações que envolvem a catequisação ou abuso (físico ou psicológico) de crianças que não estão em idade para serem submetidas a conjuntos de ideias muito além da capacidade de compreensão delas. Sério. É bizarro criar um filho de nove anos como “ateu”, como “satanista LaVey”, como “revolucionário marxista”. Se for para falar de religião com seu filho, procure ser o mais amplo possível, mostrar que ele tem uma escolha. A religião é um hábito pessoal e privado. Reter algo à intimidade e se sentir bem por isso é totalmente diferente de sair desfilando uma cruz de madeira pela cidade e organizar carreatas que poluem sonoramente com músicas de gosto duvidoso. Não dá para apenas pincelar um assunto tão complexo. Melhor se abster de falar do que ser superficial. Isso era para ser ~~ humorístico~- ~~ .

10. O que voce pensa sobre rapazes que são tristes?
Eles podem usar suas frustrações como força motriz. Melhor ainda se eles forem virgens, porque, segundo algumas teorias, a nossa maior força é a sexual. Logo, privados de um alívio para essa linda máquina de propulsão atômica que é a ereção (céus, esqueça que você me conhece enquanto lê isso), eles acabam realizando feitos incríveis. Tenho um amigo que me respondeu, à pergunta “O que é necessário para aprender matemática como você?”, “Muita frustração”. Seja frustrado e triste. Você vai longe.


Próximo Nobel de Economia. Um rapaz que é triste.

11. Qual o gosto da vagina?
Leiam, leiam com atenção o que diabos eu estou sendo obrigado a responder. Não sou, na verdade, obrigado a responder porque a internet já fez isso por mim.

EXERCÍCIO MENTAL

1. se voce se lembra da primeira vez que voce se imaginou voando e por que voce acha que isso aconteceu
Provavelmente foi em uma brincadeira que transpassava a realidade dos videogames de plataforma para o mundo real. Supondo que você esteja em um quarto/escritório, olhe para a porta mais próxima. Note a “moldura” da porta. Não tenho certeza se o termo “umbral” se aplica, mas já que o Chico Science Xavier usou de licença-poética (e um vale-ilogismo, brincadeira kardecistas xaverianos), eu também posso usar. Bem. Imaginava-me saltando de porta em porta, como se tudo fosse um gigantesco jogo de plataforma. Até que eu descobri que poderia voar. É. Eu usava cheat em minha própria imaginação.

2. Qual a ultima coisa em que voce pensou ontem antes de cair no sono? E a primeira que lhe veio a cabeca hj quando acordou?
Lembro de ter “acordado” quando quase atingia o estado de inconsciência, nada além disso. Mas provavelmente era relacionado a musaranhos que obtinham licença prêmio para visitar os parentes retidos na alfândega de Illinois. A primeira coisa que pensei hoje? Essa eu tenho certeza. Cantei Bugle Reveille mentalmente (é o meu despertador, para que eu vá me acostumando para quando for servir meu país).

3. Qual a primeira coisa que vem na sua cabeça ao pensar em amigos?
Proporcionam experiências únicas e necessárias.

4. Caixa de ferramentas
Acho maneiro. A compra desse produto coincide com quando você percebe que largou a vida de solteiro definitivamente e virou um “pai de família”. Em breve seu filho vai começar a ir mal na escola e você vai parar de fazer sexo com a frequência de antes. A aliança vai começar a ficar apertada e a maioria das suas calças também. Há um período de crise financeira, um tédio de aposentadoria. Você fica cada vez mais velho e morre. O mundo nem sentiu sua falta.


Quem diria que uma caixa de ferramentas diria tanto, não é?

5. Primeira coisa que vem na sua cabeça ao pensar em um mendigo fantasiado de coelho
Todo mundo pode gostar de Donnie Darko.

6. Pense rapidamente em três coisas que não são o Jackie Chan
Cientificamente comprovado que é impossível fazer isso.


Você vai sonhar comigo.

7. Qual o seu primeiro pensamento após o orgasmo?
Não sei se chega a ser um pensamento articulado, talvez sejam grunhidos mentais que denotem a bestialidade que insistimos em mascarar. Ou talvez seja só “ohh”.
Eu me pergunto se você que escreveu isso pensa sempre a mesma coisa após o orgasmo.

8. PSICOLOGIA X NEURÔNIOS
Psiconeurologiapsiquiátrica. Okay, vou desenvolver porque essa vale a pena.
A psicologia difere da psiquiatria que difere da neurologia. Digamos que há intervalos de compartilhamento entre essas, mas a abordagem da psicologia é mais transcendental (no sentido de “não apenas físico”) e a abordagem da neurologia e da psiquiatria é muito mais biológica. As três me chamam muito a atenção.

9. Monogamia porque…?
É mais simples, garante mais estabilidade. De modo geral, quando você está em um relacionamento, não há uma necessidade ferrenha e imprenscindível em ter outras relações, amorosas ou sexuais. Minha experiência com a monogamia pode ter sido uma de várias possibilidades, não sei como é o casal da casa ao lado, mas a minha é bem satisfatória.

10. Qual a primeira coisa que vem na sua mente quando voce acorda com bafo, e lembra que estava ensinando, na prática, sua irmã a fazer sexo oral?
Pergunta bizarra por pelo menos uns quatro motivos. Primeiro, se a pessoa tivesse feito a pesquisa que indiquei sobre um certo gosto em particular, acredito que, bem, a pergunta nem existiria. Segundo, como assim? Como assim eu “lembro” que estava “ensinando”, onde diabos você quer chegar com isso? Eu estava em um estado consciente? Como isso é possível? Sério. A pergunta queria me deixar confuso? A pergunta queria ficar me fazendo perguntar? Céus. O terceiro e o quarto motivo são… sério, eu nem sei mais o que dizer.

11. Um prato de trigo para três tigres tristes.
A tristeza dos tigres se resolve com fluoxetina. Quem sabe até sirva para inibir a fome deles, reduzindo os gastos com trigo.

CIÊNCIA

1. a função da astrologia na ciencia
Gabriel, não dificulta.

2. O efeito doppler para leigos
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3. Inflação Cósmica
A que resulta do Big Bang? Prefiro o Big Crunch.

4. Melancia quadrada
Culpa da Monsanto.

5. Big Bang
Hmmm, duplo sentido. Em ambos: maneiro.

6. Por favor, fale-nos sobre o espiritismo sob a ótica da ciência
Fica mais engraçado. Mas é curioso como é uma racionalização diferente das outras religiões. É uma coisa mais “humana”. Honestamente não tenho muito conhecimento para falar.

7. MÉTODOS X COMPROVAÇÃO
Métodos que comprovem. Onde você quer chegar com essa pergunta?

8. O impensável e o inexplicável
Já foi pensado e explicado pelo dadaísmo.

9. ciencia ou sexo?
A pergunta é tão curiosa, mas tão curiosa, que olha. Fico até com medo de começar a responder. Primeiro: a oposição entre essas duas coisas não é totalmente equivocada, vide algumas dicas deixadas nas respostas anteriores. Complicadíssimo escolher algo. Pessoalmente, escolho o sexo, mas ele traz tantas complicações (porque não é apenas sexo, vem amor e vem isso e aquilo) e se você acha que um cientista é triste, bem, provavelmente está certo, mas ele só é triste porque ama. Seja um átomo ou infinitos deles, formando o corpo de uma mulher, ele ama alguma coisa. Mas vale a pena.

10. Eletricidade
Um dos pilares da sociedade de consumo. E ainda assim, mesmo utilizada à exaustão planetária continua sendo um conceito meio abstrato.

CULTURA E ARTE

1. sua opiniao sobre veganismo
O veganismo é interessante, mas muito restrito. Dificilmente teria alguma inclinação a ele. Já o vegetarianismo me chama a atenção, mas o único cenário em que me vejo “convertido” seria para educar um filho dessa maneira. Acredito que é mais saudável, mas enquanto for só por mim (olha que altruísmo bizarro) eu não tenho tanta força de vontade. Lógico que se o pequeno patife preferir hambúrgueres eu provavelmente verei todo meu esforço minguar.

2. The lost generation
Eu acho que você queria que eu tivesse respondido Jazz.

3. A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.
Mentira. Verdade. Talvez.

4. Simbolismo
Gosto de Cruz e Souza e do Augustão dos Anjos. Mas acho uma escola meio avoada. Ao menos é melhor que o arcadismo e que o parnasianismo.

5. Tetos de igrejas
O da Renascer caiu. Eles fingem que é de vidro. E tem alguns tão belos.

6. Game of Thrones. Tudo sobre.
Ainda não sei nada. Mas vou saber, está na lista de coisas para fazer até morrer até.

7. PICASSO X CORES
Picasso transcende cores, vide Guernica.

8. Estereótipo de beleza
Eu concordo com alguns e com outros não. É tudo questão de preferência.

9. o que sente ao olhar a obra : Lovers – Jarek Puczel ??
Eu me sinto maravilhado pela textura, pelo conceito (esse cara é um artista soberbo, gosto muito dessa aqui também). Não posso deixar de sentir um pouco de tristeza, misturado com identificação. Por fim, eu preencho aqueles rostos.

10. Modernismo
O orgasmo literário.

PESSOALIDADES

1. o que voce acha da circunsisação espero q seja essa a palavra
Hahaha. Acho que o procedimento deve ser feito se necessário, do ponto de vista médico, mas apenas por tradição religiosa é triste… acho que é uma eterna luta entre “cuts” e “uncuts” e que nunca vai dar em nada. É como dizer que meu azul é roxo. Você nunca poderá provar o contrário. Mentira. Não circuncidem.


E aí? Qual você prefere?

2. Uma coisa que voce se arrependa de NAO TER FEITO.
As coisas da minha Bucket List que ainda não foram riscadas.

3. Porque ao chegar na sua casa, você está sempre de cueca ou toalha?
Porque você entrou na casa errada, provavelmente. Mentira. É confortável.

4. Andar descalço
Muito melhor.

5. Tomar várias xícaras de café até se sentir hiperativo
Tomei uma xícara hoje às seis da manhã, olha o resultado. (Era tarde da madrugada quando eu escrevia isso. Pelas proporções que isso adquiriu, vim fazendo isso aos poucos).

6. Seu método de banho
Costumo lavar o corpo, depois molho os cabelos, passo o shampoo e passo a esponja no rosto. Depois passo água para tirar a espuma e só abro os olhos após secá-los (caso esteja de lente). Pode envolver adicionais a serem imaginados pelo leitor. Calma. Eu me referia a escovar o dente (de verdade).

7. tamanho do pênis
Alguns metros.

8. EXTROVERÇÃO X NEUROTICISMO
tamanho do pênis, ou seja. Neuroticismo.

9. Beijo
Tolerável até a senilidade, período a partir do qual isso passa a ser desaconselhável.

10. O que faz quando esta com diarreia e sente vontade de soltar um gaz, mas fica com receio de acabar liberando aquele liquido fecal?
Meu deus. Por que você tem desejo que eu responda isso?

11. Morder o próprio cabelo
Desde que não seja tricotilomania está tranquilo.

SAÚDE

1. quais crimes nao aceitos pela sociedade liberal voce cometeria (saude mental)
Tráfico de drogas, extorção. Acho que só.

2.  o perigo da globalizacao epidemica.
Seria ruim se todos assistíssemos à Globo.

3. Suposta cura do cancer
~~** MaCoNhA **~~ – – — – “pRa Q tEr MeUs OlHoS vErDeS sE pOsSo TeLoS vErMeLhOs CoM o VeRdE dA NaTuReZa

 4. Psicopatia
Interessantíssimo.

5. As consequências do estalar de dedos
Se você fizer isso após se jogar do topo do Empire States: nenhuma.

6. Zé Gotinha
Assustador. Ainda pior do que a agulha da vacina. Essa era a razão real pelos traumas.

7. Natação
Esporte digníssimo e muito completo. Faz sua vida se tornar melhor. Pena que cansa. E não dá XP.

8. SUS X MEDICO
No SUS eles são o que? Açougueiros? O tratamento para câncer é totalmente gratuito no SUS (embora, logicamente, você tenha despesas adicionais) e muito bom. Perguntem para os estadunidenses o que eles acham do sistema de saúde pública deles.

9. Deficiência
Pré-requisito da normalidade.

10. espirra com que frequencia?
Muito maior do que a saudável. =( 

11. Radioterapia

She approves this message

HISTÓRIA

1. egito foi ou nao foi legal
Foi interessantíssimo. Principalmente as fotos de gente morta.

2. Quero a verdade sobre Napoleao! Aquele baixinho desgracado…
Napoleão foi um personagem histórico interessante, como todos os outros, menos o Trótski porque esse não está na História, está em meu CORAÇÃO s2s2 Trótski Leonzitow vive. Hmmm, o Napoleão foi um misto de megalomania-sorte-estratégia-azar. Como todos os seres humanos.

3. Atila, o Uno.
Não chega aos pés de Gengis Khan.

4. Ilha de Lesbos
Uma ilha legal.

5. Maçonaria
Junta com os Illuminatis e o Dolly Guaraná, controla as mentes de todos os seres humanos.

6. Construção das piramedes


I don’t know, therefore Jesus

7. Hitler e homossexualismo
Polêmico. A maior frustração dele foi não ter sido aceito na academia de belas artes.

8. DOM PEDRO I X CARLOTA JOAQUINA
Dom Pedro I.

9. Por que o passado?
Por que o futuro?

10. Napoleão ou Che Guevara?
Che Guevara é pop.

11. Segunda Guerra Mundial
Menos interessante que a Guerra Fria e mais interessante que a primeira. Mostrou como os problemas sociais são multipolares e que Hitler esqueceu do Napoleão (que foi lembrado diversas vezes por vocês, parabéns). Por fim, mostrou por que darwinismo social é um dos conceitos mais refutáveis do mundo.

GLOBAL

1. vc prefere urnbano ou mato , especifique os tipos de urbano e de mata, tipo relva, savana, floresta, ou fazendas
Prefiro urbano, pela sensação constante de constante estrangeirismo que ela uma cidade grande proporciona. É curioso se sentir perdido, mas isso não pode ser sempre. Por isso que provavelmente a minha cidade ideal é Curitiba, já que ela não é uma cidade infindável, mas também não é microscópica. Não é tão desconhecida, mas também não é tão nova. Mas eu só vou descobrir isso ano que vem. Eventualmente.

2. Se vc tivesse os poderes de “Jumper” onde tomaria cafe da manha, almoco e jantar?
Café da manhã: Londres, em uma manhã fria, desenhando em algum caderno e derrubando café sobre ele sem querer.
Almoço: casa da minha vó.
Jantar: Itália, vinho e macarrão.
Sou muito cult, vai dizer.
PS: Eu nunca assisti Jumper, então presumi que fosse uma espécie de “teletransporte”. Enfim.

3. O que você acha que se deve fazer para parar com projetos anti-pirataria (ACTA, SOPA, etc.).
O problema não são esses que ganharam espaço e a nossa atenção. O problema são os que estão correndo por debaixo dos panos.

4. Poligamia
Complica coisas, desbalanceia coisas, pode ser uma experiência interessante se muito bem conduzida, mas tende ao erro.

5. O que fazer perdido nos cantos remotos da China onde só restou larvas, filhotes de ratos vivos e cérebro de macaco?


O suco preferido do Bear Grylls é produzido no KG Laboratório e Análises Clínicas.

6. A dualidade de Dubai
Eles fazem ilhas artificiais lá. Em formato de mapa-múndi. E PALMEIRAS. O que você perguntou mesmo?

7. Você considera válido a idéia de um único governo controlando um planeta inteiro?
Não. Nem um único governo não é capaz  de governar nem a si mesmo.

8. MUNDO X GEOGRAFIA
Como assim? O “x” significa oposição e, nesse caso, as coisas não são exatamente opostas… de qualquer forma, mundo.

9. Maldade
Está na categoria correta. Nada é mais global que a maldade.

10. o que fazer dentro do onibus na Bósnia?
O mesmo que se faz em um ônibus da Bielorrússia: andar de patinete ao som de Pussycat Dolls.

11. No futuro todos irão querer morar no Brasil, quase o “Brazilian Dream”
Não duvido, o problema é que o Brasil nada contra a maré por culpa dos próprios brasileiros. Lógico que me refiro à corrupção, burocracia, politicagem, blablabla. Temos potencial para muito mais, mas enfim. A realidade é outra e outra e outra. São vários países aqui nesse nosso. E acredite: nem todos vivem/viverão o “brazilian dream”.

LIVRE

1. pra que serve a tristeza
“Para valorizarmos a alegria”” : Raniely jr. ~~

2. O que você pensa sobre seu amigo lindo e maravilhoso Otávio Wienhage
Lindo e maravilhoso.

3. Tempo
Intangível e opressor, tão palpável e tão abstrato. Fazer poesia sobre o tempo é a coisa mais fácil do mundo, porque ele é pura poesia.

3. Homens usando sapatos de salto alto
Alguma referência à minha altura? Sem graça essa heim…

4. Ou deixar o Tuttyi livre, ou morrer pelo canil
O cara que negou água para o pobre cão deve estar no inferno.

5. ÔNIBUS X PÁSSAROS
Pássaros.


Alfred Hitchcock também concorda comigo

8. Sonhos (aqueles que vc tem quando está inconsciênte)
Passar no vestibular. BRINCADEIRA. São parte de um universo que eu tenho o prazer de explorar toda vez que durmo. Um dia ainda terei um sonho lúcido. Posso passar horas dissertando sobre eles, mas como o intuito desse post em específico não é isso, um dia possivelmente saciarei vossa curiosidade. Principalmente se você conversar comigo sobre o assunto. Sou muito entusiasmado com esse assunto.

Bem. Se você chegou aqui definitivamente merece um parabéns. Se você gostou da ideia, não deixe de alimentar aquele formulário com mais e mais assuntos e, quem sabe, reunirei conteúdo suficiente para uma segunda edição. Para as 2 outras pessoas que liam o blog: voltamos à programação normal.

±50 minutos com um gerador de assuntos aleatórios

Pois bem, hoje a ideia é rápida e direta. Vou passar os trinta minutos após a conclusão dessa introdução gerando assuntos aleatórios e os comentando em parágrafos curtos. Se a brincadeira render, provavelmente aumentarei o período para uma ou duas horas. Vocês saberão. Claro, assumindo que alguém leia isso aqui.

Audio recording
Bem… gravar som não é algo tão emocionante assim, confesso que esperava mais do primeiro tema. Entretanto, devo admitir que tenho algo para falar sobre o assunto. Trata-se daquela primeira decepção, que qualquer pessoa já deve ter sofrido, ao ouvir sua própria voz. Sim, meu amigo, aquele ogro desconexo ou a moça com voz anasalada é o seu verdadeiro eu. Conforme-se com o seu futuro como cantor que nunca irá existir.


Um objeto proveniente de tempos que não voltarão mais, cujos valores histórico e estético tentam ser resgatados por um grupo de pessoas que são rotuladas como “hipsters” ou “vintagers” ou apenas colectores de bugigangas. Se o objeto acima te provoca um desejo consumista, bem, devo admitir que suas chances de cura beiram a nulidade. Boa sorte com a vida.

European architecture
Novamente, superestimado, o tema não faz juz. Por enquanto o tempo não será prolongado. O que diabos falar de arquitetura europeia? Ela, certamente, é fascinante, mas não tenho o mínimo know-how para sequer abordar o assunto. Mas, afinal, qual é o know-how que eu tenho para abordar qualquer assunto em particular?

Baseball records
Okay. Baseball é um jogo estranho a nós, brasileiros, de modo geral. Embora eu tenha passado horas realmente divertidas com um jogo de Playstation (em japonês, o que, por sinal, não é uma surpresa, já que o esporte é terrivelmente popular por lá), como dizia, apesar das horas de diversão, o esporte ainda apresenta uma certa estranheza. Prefiro o urbano e muitíssimo mais perigoso (afinal, sempre há bueiros para perder bolinhas) bet’s, taco, tacape para fazer a bolinha alçar o voo mais longínquo possível e fazer seus amigos perderem qualquer fôlego tentando busca-la. Sem falar na técnica extremamente rudimentar de marcar um dos lados do taco com uma bela cusparada afim de descobrir quem terá a inglória missão de começar tentando acertar as garrafas de Coca-Cola. Eu confesso que nunca gostei daqueles tripés pré-fabricados que nunca eram acertados.

Languages of Europe
A Europa, novamente. Céus. Depois que desenvolvo mania de perseguição… então, as línguas faladas naquele continente demonstram a mosaicidade (um termo que soa como um vinil sendo riscado por uma faca de serrinha) daquela região. A Europa é totalmente fragmentada e, talvez, parte da beleza deste continente advenha disso. A ideia de atravessar países com as dimensões de estados e nos deparar com uma variedade cultural e, principalmente, linguística, é algo que me chama a atenção. Ainda assim, sou adepto da ideia de que o Brasil, exatamente por ser tão grande, tem um quê de vários países em um mesmo território. O que o faz algo interessantíssimo para se conhecer. Um dia ainda vou ter dinheiro para isso e para a Europa. Vocês vão ver.

The difficulties of adoption
As dificuldades da adoção são muitas. Se já trememos com a possibilidade de criar um filho que tenha laços biologicamente traçados, imagine só a mesma ideia com alguém que já teve sua socialização iniciada. Não é uma desculpa, afinal, eu acho que faria, mas é, como o título sugere, uma dificuldade somada. Sucita inúmeras outras questões, às quais tenho respostas teóricas, mas, nesse caso, seriam postas à prova prática. Somos produtos do meio? O cultural subjuga o biológico? Traumas na tenra infância tornam-se fantasmas para a vida? Eu acredito que é um desafio a mais, que pode colocar um sabor mais especial na paternidade. Eu certamente vou procurar ajuda terapêutica na tentativa de educar meus filhos, sejam eles adotados ou não. Espero que eu consiga fazer um bom trabalho.

Running in the morning
Correr é essencialmente uma das coisas que pretendo para esse ano. Mais precisamente conseguir correr 10km por dia, por pelo menos quatro dias da semana. É pretencioso, mas eu acho um dos esportes mais dignos e completos que possam existir. É um tempo para refletir, em meio a uma tentativa de escapar de atropelamentos. É uma atividade para a saúde, para uma autoestima melhor. Só preciso vencer a procrastinação, que insiste em me enraizar em uma cama e a um notebook. Para mim, correr de manhã, principalmente em uma praia, já que nós, brasileiros, temos de nos contentar com o nascer do sol, soa como uma das atividades mais orgasmáticas que podem ser feitas sem atingir o orgasmo. Céus…

The African rain forests
Difícil falar sobre isso, visto que o processo exploratório sofrido pela África fez esse país perder-se aos olhos do resto do mundo. É triste, mas infelizmente tenho pouquíssimo a falar sobre isso. Jogar a culpa em portugueses, estadunidenses ou na própria história não me exime da culpa. Feels bad bro.

Tylenol or Aspirin?
Tylenol.

Places to visit in Russia
Certamente, o chão russo, após doses de vodka russa, parece uma ótima pedida. Brincadeiras postas de lado: a Rússia parece um país formidável, em todos os sentidos. Sentir os ecos do regime stalinista, ver o confronto de realidades, fora a neve. Places to visit in Russia? Every fucking where.

Converting symbols to digital form
Estou tentando compreender as nuances dessa pergunta. Mas quem pode, talvez, falar mais sobre isso sejam os portadores de teclados chineses.

 Anaerobic exercises
Tive que confirmar no Google se tais exercícios existiam, porque, fui obrigado a pensar que se tratava de uma junção errônea de duas palavras. Parecerei burro depois que revelar o que são essas maldições. É por isso que não vou fazer. Próxima…

Creating your own guitar riffs
Se você tem pretensões de ser um guitarrista, provavelmente é um caminho errôneo. O negócio mesmo é copiar.

The basics of music theory
Dó ré mi fá sol lá si, sustenidos e bemóis entre essas. Tônica, terça e quinta para formar um acorde básico. Tem o acorde menor, mas eu não lembro exatamente a composição dele. Quando tiver um “com sétima” após o acorde, significa que ele contém a sétima nota também. Tem um negócio de tom, tom, semitom, mas eu não vou lembrar. Desculpe-me Dgeison, por estar te decepcionando para 0 leitores.

Museum of fine arts
They’re fine.

New York Art
Estou usando o Google, mas acredito que seja uma arte deveras variada e cosmopolita, interessantíssima, se querem minha opinião. Acho que New York está para o mundo assim como São Paulo está para o Brasil. É uma das grandes capitais do mundo, logo, sua produção cultural é obviamente notável. Como vocês podem notar, estou enrolando. Vou é postar um exemplo de arte novaiorquina e vocês fiquem satisfeitos.

 
Um homem vestido de papai noel em uma pista extremamente molhada se mostra confuso com a aparente disformidade que os carros apresentam enquanto uma pessoa ao fundo tenta ler um outdoor visivelmente distorcido da Coca-Cola. Há ainda uma assinatura flutuando no aconto inferior direito, o que chama a atenção para a estranha formação que os toldos estão apresentando. Mesmo assim, é uma ótima obra de arte, vamos aprecia-la.

Learning how to play violin
Música tem se mostrado um assunto recorrente. Adoraria saber tocar violino ou viola ou violoncelo ou contra-baixo(?), adoraria fazer parte de uma orquestra. A última vez que ouvi música clássica, confesso que senti um arrepio no meio da minha coluna. Espero que isso não indique tendências suicidas, acho que não.

Famous Spanish painters
Salvador Dalí

Bem, é com esse gênio místico do subterrâneo das partículas atômicas da realidade aparente, cuja complexidade se torna uma mistura homogênea de argônio e zinco, bem, é com esse amontoado célular compostas de basicamente água e algumas sinapses que exalavam genialidade que fica sacramentado o fim dessa ideia. Foram, na verdade, pouco mais de cinquenta minutos e foi uma experiência agradável. Espero que a aleatoriedade não seja um problema para você, já que ela te espera fora desse texto, na chamada vida real. Boa sorte com ela. Até mais.